Wikileaks, uma web que guarda segredos oficiais

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Wikileaks é um site dedicado como o próprio nome sugere, trazer à luz os segredos de interesse público. Funciona com a ajuda de qualquer pessoa interessada em contribuir, da mesma forma que na enciclopédia online Wikipedia. E dai vem a primeira parte de seu nome, ‘Wiki’ a segunda, “leaks” que em Inglês significa escapar, infiltrar.

A Web nasceu em 2006, definido como “um serviço público cuja finalidade é proteger os informantes, jornalistas e ativistas”, que pretende publicar material sensível, e é financiado por doações independente. A fim de evitar o encerramento, o site em que coloca a informação esta hospedado em servidores espalhados por diferentes países. Em quatro anos, conseguiu se tornar uma referência do jornalismo com a publicação de segredos oficiais e informações confidenciais.

Esse portal se tornou o flagelo dos poderosos, não importa se são governos, bancos e multinacionais. Seus fundadores são jornalistas, dissidentes chineses, hackers e programadores de computador. Em primeiro plano está o misterioso Julian Assange, dizem que ele viaja pelo mundo com um laptop e um saco de dormir, que descreveu Wikileaks como a agência de inteligência mais poderosa do planeta.

A equipe é composta por cinco pessoas, e outras 800 que trabalham de forma esporádica, segundo contou Assange em uma das poucas entrevistas que ele deu, quem defende a organização, deve de ser opaco para proteger-la “de ataques legais ou algo mais sinistro”.

Atualmente acumula mais de um milhão de documentos e segredos oficiais, a maioria dos Estados Unidos, que estão hospedados em servidores de vários países cuja legislação garante a integridade dos informantes.

Entre as informações importantes publicados por este site, podem encontrar informações sobre processos na prisão de Guantánamo; e-mails da Unidade de Pesquisa Climática (Climate Research Unit); um vídeo secreto de 2007 que mostra um ataque de helicóptero dos EUA no Iraque que matou dezenas de civis, incluindo dois jornalistas desarmados. Até agora, a fuga mais importante ocorreu em julho passado, com a publicação de mais de 92 mil documentos secretos relacionados com as ações do Exército Americano durante a guerra no Afeganistão.

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