entretenimiento Publicado em 8/08/2011

Os chimpanzés podem ser altruístas como os seres humanos

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Os humanos não são os únicos capazes de ser generosos, segundo um estudo no que um grupo de chimpanzés optou sempre por compartilhar um prêmio com seu parceiro, sobretudo se esta se mostrava paciente.

Segundo os autores do estudo, publicado hoje na revista científica PNAS, a investigação contrasta com outras que apóiam a teoria de que o altruísmo humano evoluiu nos últimos seis milhões de anos, só após que os homens se diferenciaram dos macacos.

“Este estudo confirma a natureza pró social dos chimpanzés com umas provas melhor adaptadas à espécie”, assinalou um dos autores, o pesquisador Frans de Waal, do centro de investigação nacional de primatas Yerkes.

Segundo De Waal, vários estudos anteriores deram um resultado oposto devido a defeitos de logística como a complexidade dos mecanismos empregados para recompensar aos chimpanzés e a distância existente entre os animais.

De Waal, seu colega Vitória Horner e outros investigadores simplificaram ao máximo a prova, na que deram a eleger a sete chimpanzés adultas entre obter uma recompensa para si mesmas ou para si mesmas e seu parceiro.

Para isso lhes apresentaram um cubo com fichas de duas cores diferentes, um dos quais podia ser trocado por um prêmio para o casal e outro por um prêmio só para elas.

As sete chimpanzés optaram de modo esmagador pela opção pró-social, sobretudo se seu parceiro mostrava-se paciente ou limitava-se a recordar-lhes sua presença de uma maneira discreta, assinala o estudo.

Mas eram mais relutantes a premiar aos casais turbulentos, que mendigavam de forma persistente ou lhes cuspiam água, o que demonstra que seu altruísmo era espontâneo e não fruto da intimidação, acrescenta.

“Estamos emocionados por ver uma fêmea após outra elegendo a opção que irá fornecer o alimento para ela e seu parceiro”, disse Horner.

Segundo os autores, o estudo põem fim ao quebra-cabeça de altruísmo em chimpanzés e humanos e sugere que o altruísmo não é uma anomalia como se pensava.

Os resultados de estudos anteriores não correspondem ao comportamento desses macacos em estado selvagem, onde eles mostraram vários graus de empatia, sublinharam os científicos do centro Yerkes da Universidade Emory, em Atlanta, que levam oito décadas pesquisando os primatas.

Jessica — Redatora e revisora
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