tecnologia Publicado em 18/02/2012

Oito meses de prisão por hackear Facebook

Glenn Mangham Hacker Facebook

Glenn Mangham, de 26 anos, ingressou ao sistema da rede social em várias ocasiões entre abril e maio de 2011. Argumentou que Yahoo lhe pagou por realizar o trabalho.

O suspeito, identificado como Glenn Mangham, reside na localidade de York, no norte de Inglaterra, argumentou que queria mostrar à empresa Yahoo como podia melhorar sua segurança e acrescentou que também pretendia provar para a rede social Facebook.

O Gabinete confirmou que Mangham “acedeu ilegalmente e hackeou Facebook desde de seus computadores desde abril a maio do ano passado”

O juiz, Alistair McCreath, justificou a sentença de que suas ações poderiam ter sido “completamente desastrosas para Facebook.” Suas ações não eram prejudiciais, apesar de terem “consequências reais e potenciais graves”, acrescentou.

Assim mesmo, a responsável da Promotoria britânica, Alison Saunders, descreveu este caso como “a incidência mais ampla e flagrante no pirateio de uma rede social que se deu em um tribunal britânico”.

O promotor Sandip Patel recusou as alegações de Mangham, alegando que “atuou com determinação, com uma certa ingenuidade e que (suas ações) foram sofisticadas e calculadas”.

Como consequência, Facebook investiu 200 mil dólares para lidar com as atuações de Mangham, que têm propulsado uma “preocupante, longa e demorada investigação” por parte da agência de Inteligência estadunidense FBI e as forças da ordem britânicas, explicou Patel.

Mangham roubou uma propriedade intelectual de valor “incalculável” que baixou em uma memória externa, segundo sustentou Patel. Facebook descobriu a filtração durante uma revisão do sistema apesar de que o jovem britânico apagou sua impressão digital.

O advogado defensor, Tom Ventham, justificou sua atuação por tratar-se de um garoto com “altos valores morais” e culpou a Yahoo de “recompensar-lhe” por identificar os pontos fracos de seu sistema.

Um porta-voz de Facebook “aplaudiu” o trabalho da Polícia e da Promotoria em um caso que “não comprometeu nenhum dado pessoal” e sublinhou que “trabalha muito seriamente para evitar que se registrem acessos não autorizados” a informações dos usuários, segundo a rede britânica BBC.

Jessica — Redatora e revisora
comentários 1
  1. É uma pena que o Facebook não admita que esse rapaz tem talento para fazer parte de sua equipe técnica ao invés de condená-lo, afinal de contas ele é apenas um Davi contra o Golias , e golias ficou aborrecido pode isso !!!!

    Daniel 20 fevereiro, 2012 às 14:27
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