entretenimiento Atualizado em 28/04/2011

O Retrato de Dorian Gray sai editado sem censuras

Dorian Gray

A censura vitoriana do XIX em Reino Unido impediu que o mundo conhecesse todas as caras do Retrato de Dorian Gray que Oscar Wilde queria mostrar, e que podem se ver agora numa nova edição publicada por Harvard University Press.

O retrato de Dorian Gray: uma edição comentada e sem censura (2011) incluiem pela primeira vez todos os bilhetes censurados, que o editor, Nicholas Frankel, completa com anotações extensas e vistosas ilustrações.

Recebida com hostilidade pela imprensa britânica da época, a novela de Wilde teve que ser modificada para calar as vozes que tachavam então de “vulgar”, “suja”, “envenenada” e “vergonhosa”. Teve que passar mais de um século para que esta obra clássica da literatura inglesa chegasse completa ao leitor, após que sofresse severas amputações em suas primeiras publicações em 1890 e 1891.

Ainda se considera que o argumento principal da obra é o desejo da eterna juventude, Wilde aborda em seu texto temas controversos para seu tempo como a homossexualidade, a decadência da sociedade vitoriana, a promiscuidade ou a “falsa e perversa” moral desses anos.

Na edição de Frankel, o leitor pode aceder a todos estes fragmentos até agora inéditos e também conhecer as razões pelas que Wilde não só não pôde impedir a censura, senão que se viu obrigado a recortar ainda mais contido para o aparecimento em formato livro de sua obra em 1891, ante a crença com a que a sociedade tinha recebido a primeira publicação num ano antes.


Jessica A., Redatora/Revisora freelance

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