mundo Publicado em 12/08/2011

O assassino de Oslo pretendia render-se

Anders Behring Breivik

O autor confesso do massacre de Oslo tentou comunicar-se até 10 vezes para entregar-se na ilha de Utoya. O telefone que utilizou pertencia a um dos primeiros jovens aos que assassinou.

A Polícia chegou a contestar as chamadas de Anders Behring Breivik ao menos duas vezes, segundo conta seu advogado, Geir Lippestad, ao diário noruego Aftenposten.

O assassino confesso de Oslo chamou com o celular de uma de suas primeiras vítimas à polícia e ao não receber resposta, voltou a insistir. Assim até dez vezes. Quando finalmente lhe responderam, se apresentou como “o comandante”, mas a seguir deu seu nome completo.

“Breivik disse que quando localizou à polícia não chegou a entender as respostas que lhe davam, e pediu à polícia que o chamassem, para estar seguro de que tinham entendido que queria se render”, relatou o letrado.

O extremista de direita esperou que a polícia chamasse de novo, mas não ocorreu nada. Então, continuou com o massacre, que terminou com a morte de 68 pessoas na ilha de Utoya. Depois foi detido.

Várias testemunhas afirmam que Breivik fez pausas de vários minutos entre um assassinato e outro, o que coincide com o relato do assassino confesso.

Um sobrevivente que passou por seu cúmplice

O diário sensacionalista VG, cujas instalações ficaram danificadas pela explosão em uma zona com edifícios governamentais no centro de Oslo, comunicou que um dos sobreviventes do massacre, menor de idade, esteve 17 horas retido, suspeito de ter ajudado a Breivik.

Um polícia reconheceu que a família do jovem não foi informada “por erro”, e que o interrogatório ao menor não se realizou até o dia seguinte, e sem a presença de seu advogado.

Jessica — Redatora e revisora
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