
O costureiro, que foi despedido pela firma Christian Dior depois de proferir supostos insultos antissemitas, diz que não recorda o que passou naquele dia devido a suas adiciones. “Não recordo muito bem o que passou”. Essa foi a principal defesa que utilizou ontem John Galliano em sua comparecência ante o Tribunal Correcional de Paris. O prestigioso desenhador britânico, processado por supostas injúrias racistas e antissemitas aos clientes de um café parisino em fevereiro, no julgado que não recorda ditos insultos e explicou que a falta de memória se deve a seus múltiplos vícios. Galliano confessou que, depois do incidente que lhe custou a demissão na firma de moda Christian Dior, se tem estado desintoxicando de seu vício ao álcool, os barbitúricos e os soníferos.
O costureiro de 50 anos, que acedeu ao tribunal discretamente para evitar à centena de jornalistas acreditados, explicou em inglês que, depois do último dos três incidentes que lhe custaram duas denúncias e a demissão da casa de moda, tem seguido uma desintoxicação no Arizona (EUA) e na Suíça.
“Ainda não me recuperei de tudo, mas estou muito melhor”, afirmou Galliano, que se enfrenta a uma pena máxima de até seis meses de prisão e a uma multa de 22.500 euros. Vestido com um folgado traje escuro, Galliano não negou os fatos e se limitou a dizer que o cocktail de pastilhas e álcool que tinha consumido não lhe permitem recordar o acontecimento.