mulher Publicado em 19/06/2012

Conheça os detalhes das torturas sofridas por Dilma Rousseff no passado

Dilma Rousseff

A presidenta do Brasil foi detida em 1970 pela última ditadura militar. Recebeu descargas elétricas, foi brutalmente açoitada e inclusive padeceu simulacros de fuzilamento.

A vida da presidenta brasileira não foi fácil. Era ativa em grupos guerrilheiros nos que ocupou postos de alta responsabilidade. Primeiro faz na Vanguarda Armada Revolucionária Palmares e depois no Comando de Libertação Nacional. Ambas organizações enfrentavam à ditadura brasileira que terminou em 1985.

Foi detida em 1970 e sofreu longas sessões de tortura. Seu cativeiro prolongou-se por três anos. Chamavam-na “Stela”, “Luisa” ou “Vanda”.

Apesar de ter um passado público, a presidenta nunca quis revelar detalhes. “Ninguém sai disso sem marcas”, se limitou a definir em declarações à revista brasileira Piauí dias antes de resultar eleita.

No entanto, os detalhes começam a conhecer-se. O Correio Braziliense e O Estado de Minas difundiram dados sobre as longas sessões de tortura que suportou durante seu cativeiro.

Dilma Rousseff sofreu açoites, foi golpeada até que lhe arrancaram um dente e suportou técnicas de tortura psicológica como uma simulação de fuzilamento.

Ambos jornais reproduzem o depoimento de Rousseff ante o Conselho de Direitos Humanos de Minas Gerais concedido em 2001, no que narra as torturas que sofreu entre 1970 e 1973, quando foi detida e condenada por um tribunal militar.

Na declaração, a chefa de Estado disse que às vezes não sabia se os interrogatórios “de longa duração” eram de dia ou de noite.

Os torturadores “experientes” costumavam atá-la cabeça abaixo em um pau para depois aplicar-lhe choques elétricos, um método de tortura que “não deixa rastro”, segundo as palavras de Rousseff recolhidas pelos diários.

“Estive presa três anos. O stress é feroz, inimaginável. Descobri pela primeira vez, que estava sozinha. Encarei a morte e a solidão. Lembro-me do medo quando minha pele estremeceu. Há um lado que nos marca o resto da vida”, declarou Rousseff na época.

As sessões de torturas foram realizadas no Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI) de São Paulo, o principal órgão de repressão e tortura a opositores políticos, e também em uma prisão da cidade de Juiz de Fora, no estado de Minas Gerais.

Jessica — Redatora e revisora
comentários 2
  1. Dilma,
    A Senhora Presidenta está de acordo com a tortura psicológica do Governador Wagner à alunos, pais, professores, funcionários e diretores ao não intervir na greve dos professores Estaduais da Bahia? Assim confirmando o ditado popular que reza: “O NÃO ME MATA, ME FORTALECE!

    Obrigada,
    Professora Andreia Carvalho Reis, 15.07.2012.
    Salvador, Bahia.

    Andreia Carvalho Reis 15 julho, 2012 às 20:58
  2. Dilma,
    A Senhora Presidenta está de acordo com a tortura psicológica do Governador Wagner à alunos, pais, professores, funcionários e diretores ao não intervir na greve dos professores Estaduais da Bahia? Assim confirmando o ditado popular que reza: “O NÃO ME MATA, ME FORTALECE!.

    Obrigada,
    Professora Andreia Carvalho Reis, 15.07.2012.
    Salvador, Bahia.

    Andreia Carvalho Reis 15 julho, 2012 às 21:01
Nota: Os comentários deste site são publicados são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Bulhufas.com reserva-se ao direito de apagar os comentários abusivos e com linguagem inadequada. Aparecer como anónimo - Ao escolher opção os seus dados (nome e e-mail) serão ocultados.
mais titulares ao azar

Publicidade