mundo Publicado em 31/08/2011

Científicos brasileiros se acercam de um futuro tratamento para a esquizofrenia

esquizofrenia brasil

Conseguiram pela primeira vez reprogramar células da pele de pacientes que padecem a doença para as converter em neurônios. Permitiria identificar medicamentos para as doenças mentais.

“Utilizamos uma biopsia de pele (da nuca) de uma paciente com esquizofrenia, reprogramamos as células e transformamo-las em neurônios”, anunciou nesta terça-feira à AFP o cientista Stevens Rehen pouco antes de apresentar sua investigação a Academia brasileira de Ciências no Rio de Janeiro.

A investigação, coordenada por Rehen, permitirá provar nos neurônios recreados novos medicamentos para quem padecem esquizofrenia, uma doença atualmente incurável que afeta ao 1% da população mundial.

Se poderá “ter acesso a um material do cérebro, sem abrir a cabeça do paciente”, contou Rehen. “Isto facilitaria a possibilidade de identificação de novos medicamentos para as doenças mentais”, acrescentou o pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro, cujo estudo, 100% brasileiro, será publicado pela revista estadunidense Cell Transplantation.

“Há três investigações no mundo sobre este tema, mas a nossa é a primeira que conseguiu reconverter um marcador bioquímico (uma característica de célula que só aparece nos esquizofrênicos) de uma célula”, aclarou o cientista. “Poderemos provar centos de medicamentos para as doenças mentais ao mesmo tempo”, destacou.

Rehen, diretor do Laboratório Nacional de Células Mães (LANCE/UFRJ), e sua equipe isolaram as células de 11 esquizofrênicos. Em dois meses, estas foram multiplicadas no laboratório. Posteriormente, foram reprogramadas com a utilização de um vírus que continha genes específicos de células embrionárias.

Sua conversão em neurônios, em apenas 40 dias, permitiu identificar uma anormalidade no metabolismo das células dos esquizofrênicos.

Jessica — Redatora e revisora
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